Uma Lição de Humanidade que Ela Jamais Esquecerá na Vida 😤

Diário, hoje vivi algo que jamais vou esquecer.

Aprendi, de uma vez por todas, que não devemos julgar ninguém pela aparência, muito menos por uma mancha na roupa ou por um olhar cansado. O dia de hoje fez-me pensar em como é fácil perdermos a nossa essência quando tentamos parecer superiores aos outros.

**Cena 1: O Frio das Aparências**

No átrio imponente de um edifício elegante, todo rodeado de vidro e mármore, vi uma mulher parada com um menino pequeno pela mão. O rapazinho estava um pouco desalinhado: as calças de ganga manchadas no joelho e a t-shirt vincada das horas na estrada. Atrás da secretária de receção, uma jovem com unhas perfeitamente feitas e um olhar cortante ergueu o queixo para os dois, com desdém.

Isto aqui é uma empresa privada, não é nenhuma instituição de caridade atirou, quase sem olhar para os papéis na mão da senhora. Saíam já daqui antes que chame o segurança.

**Cena 2: Um Coração Pequeno**

Vi o rapaz agarrar com força um papel amarrotado. Os olhos encheram-se-lhe de lágrimas, e os lábios tremeram.

Eu só queria dar um presente ao meu pai murmurou baixinho, estendendo, tímido, o seu desenho.

**Cena 3: Frieza Desumana**

Em vez de compaixão, ouvi um riso gelado. A rececionista apontou de forma brusca para as portas envidraçadas.

O teu pai deve estar a limpar o chão por aqui, não? lançou, trocista. Agora vai-te já embora! Mexe-te!

**Cena 4: O Momento da Verdade**

Nesse instante, soou o toque elegante do elevador. Das portas saiu um homem alto, de fato caro que assentava na perfeição. O olhar, até então absorto em papéis, iluminou-se ao reconhecer os visitantes.

Pai! gritou o menino, esquecendo o desgosto e correndo para ele.

O homem pegou no filho ao colo, abraçando-o com força, e deu-lhe um beijo. Mas, assim que reparou nas lágrimas nos olhos do pequeno e na palidez do rosto da mulher, senti o clima endurecer. A raiva silenciosa tomou-lhe o olhar.

**Cena 5: O Desfecho**

Virou-se para a secretária. A rapariga, até aí tão arrogante, empalideceu de repente. Reconheceu-o. Era o António Vasconcelos fundador e presidente da empresa.

António aproximou-se e, sem largar o filho, olhou-a de cima.

Então, o meu filho veio «entregar um desenho ao senhor das limpezas»? disse em voz baixa, mas bem clara. Vera, parece-me que não sabe bem qual é o seu papel aqui. Detetar o saldo das pessoas pelo aspeto não faz parte das suas funções.

Sr. Vasconcelos, eu eu não fazia ideia gaguejou ela.

Pois esse é o vosso problema atirou, seco. Só sabem ser simpáticas quando vos convém. Não tolero isso na minha equipa. Passe já pelos recursos humanos e acerte as contas. Agora.

Virou costas e seguiu com a esposa e o filho para o elevador, levando consigo o desenho amarrotado mais precioso do que qualquer contrato nesta empresa.

**Moral desta história:** Dinheiro e títulos são passageiros. A humanidade, ou se tem, ou não se tem. Nunca olhes para alguém de cima, a não ser para o ajudar a levantar-se.

E tu, o que farias no lugar do diretor?

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