Os meninos tolinhos decidiram brincar de independência e acabaram endividados e sem apartamento.

Os miúdos teimosos resolveram brincar à independência e acabaram cheios de dívidas e sem apartamento.

Quando a minha filha se casou, tanto eu como a minha esposa, assim como os sogros dela, decidimos ajudá-los com a casa. Nós tínhamos algum dinheiro guardado, tal como os pais do genro. Juntámos o que cada um tinha e foi suficiente para comprarem um pequeno apartamento. Queríamos tratar logo da compra e oferecer-lho, mas eles insistiram que eram independentes e que fariam tudo sozinhos.

Passado algum tempo, ficámos a saber que tinham comprado um apartamento, mas com três quartos. E como arranjaram eles dinheiro para isso? Fizeram um empréstimo num banco para comprar a casa. E quem era suposto pagar as prestações? Disseram que conseguiam sem problemas.

Depois, soubemos também que queriam comprar um carro. O apartamento ficava longe dos empregos deles e era difícil andar de transportes públicos. Compraram um carro novo, acabado de sair do stand, também a crédito. Apesar de termos sugerido que optassem antes por um carro em segunda mão, fizeram questão de frisar que eram independentes e sabiam o que faziam.

Mais tarde, disseram que queriam ter um filho e, de preferência, que o bebé nascesse no estrangeiro para obter outra nacionalidade. Voltaram a pedir dinheiro ao banco para a filha poder ter o parto nas melhores condições e estar sempre acompanhada por um médico privado.

Ela teve o bebé. Depois decidiram remodelar o quarto da criança e, mais uma vez, recorreram ao crédito. Sempre que perguntávamos: quem vai pagar isto tudo? A resposta era sempre a mesma: nós próprios, somos autónomos!

Veio então o azar o meu genro ficou sem emprego, e a minha filha estava de licença de maternidade. O dinheiro acabou. Como é que se pagam tantos empréstimos? Vieram pedir-nos para vender a nossa casa de férias no Minho. Não queríamos de todo, mas acabámos por vender, caso contrário eles entravam em incumprimento bancário. Infelizmente, mesmo assim não foi suficiente.

Pouco depois, tiveram de vender o apartamento e, algum tempo depois, desfizeram-se do carro. Mudaram-se para casa dos pais do genro. Agora queixam-se de não terem nada deles. Pois é, porque não quiseram ouvir os nossos conselhos. Os créditos ainda não estão liquidados ainda vai demorar mais uns anos. Só tristeza e lágrimas.

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Os meninos tolinhos decidiram brincar de independência e acabaram endividados e sem apartamento.