Numa manhã, o meu pai estava a caminho do trabalho, conduzindo pela cidade do Porto, quando parou numa bomba de gasolina para abastecer o carro. Lá encontrou uma rapariga grávida, de 19 anos, chamada Filipa, que pedia esmola. Ela pediu ajuda e o meu pai respondeu que, infelizmente, não tinha trocos, entrando no carro para se ir embora.
No entanto, logo a seguir, saiu novamente do carro e perguntou à jovem como tinha chegado àquela situação. Filipa contou-lhe que tinha discutido com os pais, pois estes não concordavam com as suas escolhas de vida. Ficou grávida sem ser casada, e por isso foi expulsa de casa pelos próprios pais. O meu pai perguntou se tinha algum emprego ou ajuda financeira, ao que ela respondeu negativamente. Depois de conversar um pouco com Filipa, o meu pai tomou uma decisão: deu-lhe o seu cartão de visita e disse-lhe para lhe ligar no dia seguinte.
No dia seguinte, Filipa ligou-lhe e o meu pai convidou-a para se encontrar com ele no seu escritório. Realizou-lhe uma entrevista e, uma semana mais tarde, Filipa começou a trabalhar lá: numa primeira fase, limitava-se a atender telefonemas e a tratar de pequenas tarefas. Com o tempo, tornou-se uma das diretoras-adjuntas da empresa e, atualmente, tem a sua própria família e está a viver bem, sem dificuldades, ganhando um ordenado fixo em euros.







