Quando era estudante, conheci uma rapariga que não vinha de uma família abastada e nem tinha um rendimento certo. Entretanto, uma colega da faculdade, de família rica, começou a interessar-se por mim. Vindo de origens simples, sempre sonhei com uma vida confortável e tranquila. Quando esta minha amiga me pediu em casamento, recusei e acabei por escolher a segurança e prosperidade oferecidas pela colega endinheirada. Apesar de ter sentimentos fortes pela primeira, o dinheiro foi o que mais pesou na minha decisão.
Infelizmente, a minha esposa revelou-se tudo menos dedicada à família. Sempre viveu à custa do que era fácil e nunca valorizou o esforço ou o trabalho árduo. Quando os pais lhe confiaram o negócio de família, ela não conseguiu tomar conta dele e a empresa acabou por ir à falência. Durante anos, dependemos do apoio financeiro dos seus pais e ela nunca mostrou iniciativa para mudar a situação. Quando acabámos por passar por dificuldades financeiras, sugeri-lhe que procurasse trabalho, mas ela recusou, dizendo que não queria trabalhar para outros.
Há pouco tempo, reencontrei um amigo que me contou que a minha ex-namorada tornara-se uma empresária de sucesso. Conseguiu vencer a pobreza e agora leva uma vida próspera. Ao saber disto, senti uma mistura de emoções estranhas. Percebi que ainda gostava dela e sentia uma enorme alegria pelo seu sucesso. Segundo este amigo, ela continua solteira e comecei a pensar se ainda teria alguma oportunidade. O tempo passou e hoje reconheço o erro que cometi no passado.
Pensando bem, arrependo-me de ter trocado o amor e a paixão pela segurança financeira. Deveria ter valorizado a ligação especial que tinha com a minha antiga namorada, e ter seguido um caminho guiado pelo coração em vez das riquezas materiales. Agora, fico apenas com as consequências da escolha que fiz e com a sensação de que talvez tenha perdido a possibilidade de viver uma vida verdadeiramente realizada ao lado da pessoa que amei de verdade.







