Acabas de sair da prisão e vais para a casa da tua avó… mas de repente encontras uma menina misteriosa que guarda um segredo perigoso.

Ao saíres da prisão, levas o caminho até à casa da tua avó e é então que encontras uma rapariga nova, que esconde um perigoso segredo.

Homens arrombaram a porta partida, as botas salpicadas de lama. Por trás de ti, ouves o suspiro assustado da Benedita.

O chefe dos intrusos, já meio bêbado, sorri com malícia ao reparar no teu macacão laranja:
Trazem cão de guarda novo para aqui? troça ele.

Enfrentas sem vacilar:
Esta casa não é vossa. Saiam já daqui.

Um relâmpago ilumina os telhados logo acima. O homem recusa-se a sair. Um dos comparsas assusta Benedita ainda mais.

Tragam-na cá fora, rosna o chefe. A mãe dela está-nos a dever.

Recordas as palavras da tua avó sobre coragem. Quando ele avança, respondes instintivamente: o chão húmido faz com que consigas atirá-lo contra a mesa.

Outro tenta atacar empurras-o com força.
Corre, segredas à Benedita. Ela não hesita e foge.

O chefe saca de uma navalha. Com um movimento rápido, torces-lhe o pulso e a arma cai ao chão. Sangue mistura-se com a chuva cá fora. O resto do grupo recua, arrastando o líder para fora na tempestade.

Encontras Benedita escondida sob uma amoreira, trazendo-a de volta para dentro.
Eles vão regressar, murmura ela.

Sim, respondes. Mas desta vez estaremos preparados.

Barricam as portas, e prometes-lhe proteção.

Mais tarde, uma das velhas tábuas do soalho solta-se, revelando uma caixa de ferro dentro, cartas, notas de euro e provas de que Gustavo Salgado ameaçara a tua avó por causa das terras.

Benedita reconhece o nome era aquele mesmo patrão do camião preto.

Um vizinho confirma: Salgado levara a tua avó já fazia alguns meses.

O padre, senhor Américo, entrega-te documentos comprovativos do esquema de burla de Salgado e encaminha-te para uma jornalista de Coimbra.

Ao lado de Benedita, abandonam a aldeia numa carrinha velha. Camiões pretos perseguem-vos pela estrada nacional, mas conseguem despistá-los.

Já na cidade, contactas Mariana. Ela analisa os papéis e avisa: o caso é sério e envolve perigos.

Benedita regista nomes, ligando Salgado não só à usurpação de terras, como ao tráfico humano.

Mariana decide agir depressa, antes que ele possa fugir.

Nessa noite, tu, Mariana e um fotógrafo infiltram-se num velho armazém, com Benedita à espera num esconderijo próximo. Agentes da Judiciária arrombam a entrada.

Lá dentro conseguem libertar Esperança e confrontam Salgado.

Segue-se uma confusão, mas os agentes intervêm e prendem-no. Esperança e Benedita finalmente seguros.

Na esquadra, um inspetor revela-te que a rede de Salgado também esteve por trás do crime que te condenou.

Semanas mais tarde, a investigação de Mariana desmonta o esquema de corrupção e tráfico.

Regressam à aldeia, agora desperta e sem medo. Maribel foi encontrada, Julião detido. Benedita pede para ficar; Esperança acolhe-a como família.

O tempo passa. Casa e quintal recuperam cor e vida. Certa noite, Esperança diz-te:

Os anos que se perderam não voltam. Mas tu podes escolher o caminho daqui para a frente.

Ao veres a casa reconstruída, respondes:
Nunca mais deixo que o silêncio esconda injustiças, nem que haja crianças esquecidas.

E, pela primeira vez em muito tempo, começas a viver de verdade.

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