Algo estranho e difícil de explicar aconteceu durante o batizado deste menino. Ninguém mai văzuse niciodată um bebé chorar, gritar e mexer-se tanto.
Todos ficaram inquietos ao ouvirem os gritos do bebé quando o pároco o mergulhou na água da pia batismal. Chegou a parecer a alguns dos presentes que o padre tinha mergulhado o menino em água quente. O coração da mãe apertava-se ao escutar o choro do filho. Ficou em silêncio uns minutos, mas, incapaz de aguentar, aproximou-se do pai e disse baixinho:
Desculpa, mas quando é que isto acaba?
Falta cerca de quinze minutos.
Há maneira de apressar isto? Não consigo ficar parada a ver o meu filho a sofrer.
Sabe bem que se interromper o sacramento, tudo será em vão. O menino precisa de ser batizado.
Veja como ele sofre.
Sim, é verdade. Mas a causa não está no batismo, está noutro lado…
Onde?
A raiz está em vocês, os pais.
O que quer dizer com isso?
Casaram pela Igreja?
Não respondeu ela.
O vosso filho tem um mês. Posso presumir que foi concebido em tempo de Quaresma. E, além disso, suspeito que tenha feito um aborto antes.
A mãe baixou a cabeça, envergonhada.
O que fizeram para se arrepender dos erros? Fizeram confissão?
A mulher não conseguiu responder.
Então, está bastante claro. Quebraram a lei de Deus, por isso não só sofrem vocês, o vosso filho também. Se quer que o seu filho fique bem, arrependa-se e procure ser melhor.
A mãe desatou em lágrimas, escorrendo-lhe as lágrimas pelas faces. Voltou para junto da família e, então, o menino deixou de chorar. O padre prosseguiu o batismo.
Naquele momento, parecia que os pecados dos pais tinham sido afastados do menino, pois este finalmente acalmou. Aquela experiência ensinou-lhes que os erros dos pais podem pesar nos filhos, mas que o arrependimento e a vontade de mudar podem trazer paz e esperança a toda a família.







