Ele achava que eles eram pobres, até descobrir quem ela realmente era! 😱💍

Ele achava que eram pé-rapados, até descobrir quem ela realmente era!

Nunca julgues um livro pela capa. Isto é mesmo um clássico exemplo.

Interior de uma relojoaria de luxo na Avenida da Liberdade, em Lisboa. O gerente, impecavelmente vestido de fato escuro e gravata de seda, cruza os braços ao peito e olha para o casal jovem com desdém. Trazem ambos sweats largas e ténis mais prontos para um festival no Porto do que para comprar relógios suíços.

Num gesto impaciente, o gerente aponta para a porta:
**«Isto não é a Feira da Ladra. Vão lá para fora antes que eu chame o segurança para vos pôr na rua.»**

O rapaz já estava a ferver, de olhar a prometer um escândalo, mas a namorada pousa-lhe a mão no ombro, serena, a pedir calma. Depois encara o gerente com um olhar que nem um touro no Campo Pequeno aguentava.

O gerente solta uma gargalhada seca:
**«Poupe as ilusões, menina. Gente como vocês não tem lugar aqui.»**

Estica o braço até debaixo do balcão e prepara-se para carregar num botão vermelho. Mas ela suspira fundo, saca do bolso de um dos seus hoodies uma raríssima carta transparente de cristal e toca com ela no vidro da montra. O som de carrilhões ecoa por todo o espaço, de meter inveja à Torre dos Clérigos.

O gerente engole em seco, paralisado. No mesmo segundo, o seu telemóvel vibra no balcão. No visor aparece: **DIRETOR-GERAL NÚMERO PESSOAL**. Ele olha do écran para a rapariga, lívido como um bacalhau antes da ceia de Natal.

Ela inclina-se e sorri, gelada como as águas do Atlântico em Janeiro:
**«Então vá, atenda lá o telefone. Explique ao senhor diretor porque é que recusou atender a nova proprietária desta cadeia de lojas.»**

Com a mão a tremer mais que um gelado nos Açores, ele atende. Os olhos esbugalhados de quem já vê a vida a andar para trás.

Trémulo, balbucia: «Sim?… Senhor diretor eu eu não fazia ideia». Do outro lado, ouve-se uma voz fria: «Está despedido, sem apelo. Deixe já as chaves no balcão.»

A rapariga vira-se para o namorado, que parece ter visto o Eusébio ressuscitar em pleno Estádio da Luz:
**«Desculpa, Tiago, era para te contar depois do jantar. Mas, olha, o destino adiantou-se. Vamos escolher-te um relógio?»**

Ela passa graciosa pelo gerente, que, desolado, já tira o crachá dourado, ciente de que a sua carreira no luxo acabou ali mesmo, entre portugueses.

**Moral da história:** O respeito nunca depende do preço da tua roupa. Mas às vezes, a justiça aparece mesmo quando menos se espera ou quando mais convém!

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Ele achava que eles eram pobres, até descobrir quem ela realmente era! 😱💍