Uma Lição Rigorosa de Dignidade que Ela Jamais Vai Esquecer…

Uma lição dura de dignidade, que ficará gravada para sempre

Num mundo onde muitos medem o próprio valor pela quantidade de gostos e pelo cortejo de admiradores, é fácil esquecer que a verdadeira exclusividade não se compadece com multidões. Esta história acontece num espaço estranho, na fronteira ténue entre o real e o irreal, onde a manipulação tropeça num carácter de ferro.

**Cenário 1: O Delírio do Poder**
No coração de Lisboa, entre vitrines reluzentes da Avenida da Liberdade, o ar cheira a perfume caro e a pretensão. Ele caminha apressado em direção ao seu carro elegante, confiante, num fato impecável cor creme. Ela surge por trás, fila-lhe o pulso com um gesto brusco. Nos olhos dela arde uma tempestade e uma certeza altiva de que tem razão.

Vais mesmo embora assim? a voz dela soa aguda, orgulhosa. Tenho uma fila de homens a suplicarem para terem o teu lugar!

**Cenário 2: Brisa Gelada**
Ele estaca. O olhar descai lentamente até à mão dela, a esmagar as fibras caras do seu casaco. Depois encara-a com serenidade fria, sem raiva nem ressentimento. Apenas lucidez cristalina.

Que fiquem com o lugar, responde com uma voz calma, sólida como granito. **As diversões baratas atraem sempre as maiores multidões.**

**Cenário 3: O Último Ato**
Ela congela, como se tivesse levado um estalo que ecoa pelo tempo. Ele solta suavemente, dedo por dedo, a mão dela do seu casaco, como quem sacode um grão de pó invisível.

Não faço fila por promoções de saldo, lança ele, sem se deter.

**Desfecho**
Ele dá meia volta e parte, passos seguros, nem um relance atrás. No rosto dela a máscara de autosuficiência desfaz-se em mil fragmentos, o maxilar treme e os olhos inundam-se de lágrimas quentes de humilhação. Fica ali, a meio da rua, com a fila inteira que de repente não valia um cêntimo de euro.

Porque voou esta resposta pelas redes fora?

Este fim não é apenas um quadro poético, daqueles que se sonham em filmes: é uma recordação potente de verdades profundas feitas de símbolos portugueses:

1. **Popularidade Qualidade.** Se há uma fila, não quer dizer que o produto seja raro. Muitas vezes é só vulgar e ao alcance de todos.
2. **Manipulação da competição não resulta com quem tem fibra.** Quem tenta pôr um homem a disputar lugar com dezenas de outros, só perde alguém que sabe bem quanto vale.
3. **Dignidade está acima do ter.** Ele preferiu desaparecer no labirinto da cidade do que ser mais um.

**Moral do sonho:**
A mulher quis usar a procura como arma, mas acabou por disparar contra si própria. Aspirava a provocar ciúme, mas só conseguiu nojo.

O homem que não teme perder aquilo que não o respeita esse, ninguém consegue destruir.

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Uma Lição Rigorosa de Dignidade que Ela Jamais Vai Esquecer…